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Mensagem de RAM - importante

Mensagem publicada em 12 de dezembro, pelo site AUTRES DIMENSIONS


Meu nome é Ram.

É com grande Alegria que eu volto para continuar certo número de informações entre vocês, assim como certo número de Vibrações. Eu intervim pela primeira vez, há dois anos, nesse Canal. A particularidade do que tenho a dizer é diretamente ligada à Consciência. Eu me exprimo entre vocês em palavras e em Vibração.

Vamos, se quiserem, abordar a passagem da Consciência fragmentada à Consciência Unificada. Definamos, primeiramente, esses alguns conceitos.

A Consciência fragmentada é também a consciência comum, linear e dividida do ser humano, quem quer que ele seja. Ela é, obviamente, independente das concepções, das emoções, da própria inteligência que anima um ser humano. A consciência fragmentada é limitada ao que cai, de um lado, sob os sentidos, de outro lado sob as concepções e as percepções inerentes ao próprio indivíduo, em sua esfera própria de existência.

A consciência limitada conhece apenas uma gama de frequência extremamente limitada do que é a Vida. O Ego, a personalidade, evoluem nesta consciência limitada, fragmentada. Esta consciência fragmentada não tem qualquer consciência, eu diria, da Consciência Ilimitada ou Unitária.

Pode-se assimilar também a consciência fragmentada, dissociada (aquela que o venerável Omraam chama a lagarta) a uma consciência, por Essência, dual, funcionando de acordo com as leis extremamente precisas e minuciosas chamadas Atração e Repulsão.

Esta consciência é uma consciência também chamada distanciativa e separativa, no sentido em que ela vai fragmentar a ela mesma, em referência ao existente, em referência aos campos de experiências já aproximados ou vividos.

Ela está inscrita num quadro temporal que é aquele da história pessoal (ou eventualmente da história coletiva), mas não pode dele se liberar. Ela se constrói, antes de tudo, por um conjunto de crenças sobrepostas umas nas outras, chamadas educação, afetividade, emoção, relação e mesmo espiritualidade.

Esta consciência funciona por discriminação. Esta discriminação, resultante da lei de Atração e de Repulsão, vai funcionar, antes de tudo, de acordo com os julgamentos de valores próprios ao ego e à dualidade.

Esses julgamentos de valor chamam a noção de bem e de mal, inerentes à esfera mental do indivíduo, incluindo, com isso, além da educação e das crenças, a moral, a linhagem, as regras e as leis elaboradas pela sociedade, mas também das leis sugeridas pela própria consciência, a um nível chamado inconsciente.

A consciência dual é aquela que permite manobrar o veículo físico e sua vida, nesse mundo. Esta consciência não pode existir mesmo nos mundos chamados multidimensionais, onde evolui a Consciência Ilimitada, Unitária e total.

A consciência limitada evolui, portanto, através de crenças, mas também de sentidos e de características chamadas energéticas extremamente precisas, limitadas, elas também, no que são chamados os corpos energéticos ou corpos sutis.

A consciência fragmentada é, de algum modo, encapsulada num mundo fechado, mundo fechado que é aquele da consciência fragmentada de sua individualidade, onde pode apenas penetrar o que é autorizado no plano crença, no plano mental.

Mas, mesmo ao nível da energia, esta consciência encapsulada pode apenas se deixar penetrar por uma gama precisa de ondas e de Vibrações eletromagnéticas, limitadas pelas noções de velocidade, de deslocamento.

A consciência fragmentada, enfim, é geolocalizada num espaço além do tempo, que é aquele de seu próprio organismo físico. Nesta consciência fragmentada, muitas experiências são possíveis, mas elas se desenrolam mesmo neste encapsulamento, não permitindo jamais, com isso, escoar em outra coisa além do que ela é.

A consciência fragmentada é uma Vibração que eu poderia qualificar de pesada, porque ela é sempre idêntica a ela mesma, por vezes movimentada e percebida através do que são chamadas emoções, chamando, aí também, percepções vibratórias procedentes diretamente desta consciência fragmentada e pertencendo, irremediavelmente, à dualidade da manifestação.

O ser humano evolui então de maneira localizada, temporal e espacialmente, num veículo chamado o corpo, nos pensamentos e conceitos, sonhos também, pertencentes, aí também, a esta encapsulagem, onde nem tudo pode ser manifestado com relação a um referencial ordenado e coordenado, seja energético, fisiológico, conceitual ou perceptivo.

O próprio princípio deste encapsulamento é chamado insatisfação.

Não pode existir, na consciência fragmentada, estado estável de satisfação, ilustrando, mesmo na consciência comum, o aparecimento e a sucessão de desejos diversos e variados, de diversas ordens, mantendo, por si mesmos, o encapsulamento da consciência.

O conjunto dos desejos, sejam fisiológicos, afetivos ou de conhecimento, participam, por sua vez, à definição deste encapsulamento e fornecendo um quadro de referência considerado como imutável, desde a vida adulta até a morte.

É neste encapsulamento ou confinamento que evolui a consciência limitada, que é aquela da grande maioria da humanidade, não vislumbrando, aliás, que lhe seja possível aceder a outra coisa que possa sair do quadro de referência perceptivo, conceitual, sensorial, afetivo e mental existente.

Neste confinamento ou encapsulamento, alguns dogmas tiveram êxito em criar as ilusões de elevação e de vibração que permitem aceder a percepções novas, mas não saindo desse mundo e do quadro de referência ou então ultrapassando-o muito pouco, o bastante para dar a ilusão de uma abertura, para dar a ilusão de uma ampliação da consciência, que não é um, uma vez permanecendo no mesmo confinamento imediato existente anteriormente.

A manifestação da consciência é, portanto, por Essência, nesta Dimensão, de tipo dualitário.
Ela é fragmentada e dita fragmentada porque cortada das outras manifestações existentes em outros lugares, em outros espaços-tempo, não mais lineares ou fechados, mas abertos.

A própria característica do corpo que aloja a consciência se define por certa fixidez da forma, sem possibilidade outra que aquela do envelhecimento e da morte, excluindo-se, é claro, a fase inicial de crescimento.

Assim, a Consciência comum habita um corpo e um único.
Ela habita um universo e um único, um quadro de referência definido, como eu disse, pelas crenças, pelas educações, pelas afeições, vindo construir um mundo totalmente separado dos outros mundos.

De fato, é muito difícil, ou impossível, para o ser humano, funcionando com esse tipo de consciência, tornar-se a outra ou tomar o lugar de outra consciência e de outro corpo, exceto caso extremo e extremamente raro.

A consciência está, portanto, fechada, literalmente encapsulada, num funcionamento fisiológico. Os únicos espaços de liberdade que podem se encontrar estão no que são chamadas as concepções, as percepções, o cérebro, os sonhos, mas fixos num espaço fechado que é o seu.

Pode-se dizer assim que a consciência fragmentada funciona em autarquia, em reclusão, onde o conhecimento vai passar, necessariamente, por vias desviadas, necessitando construções e andaimes específicos encontrando-se tanto na educação como na experiência de vida, aprendendo literalmente a servi-se de seu ambiente, a compreendê-lo, mas jamais a superá-lo de qualquer maneira.

Isso realizou condições de confinamento estritos.
Somente alguns seres que empurraram a concepção ou a percepção mental até uma abstração total foram capazes, sob uma forma de intuição fulgurante, de calcular, de moldar outros estados.

Eles consideram esses estados como pertencentes a outros lugares e a outras Dimensões, mas eles não imaginam um segundo que a consciência encapsulada possa penetrar, diferentemente das concepções, pelo pensamento e o mental, essas outras Dimensões.

Vejamos agora, se vocês quiserem, a Consciência dita Unitária, Unificada.

É uma Consciência que vai funcionar de modo aberto, onde a noção de confinamento, de encapsulamento, desaparece de maneira brutal ou progressiva, de acordo com o que for chamado de as resistências Interiores presentes ou ausentes.

A Consciência Unificada tem a particularidade de funcionar para além dos quadros de referência admitidos e experimentados habitualmente. A primeira coisa a desaparecer, na Consciência dita Unificada, é o sentimento e a vivência de qualquer separação para com o resto.

Lembrem-se de que a comum é encapsulada e, portanto, fechada. A Consciência Unitária quebra os grilhões do confinamento. A Consciência Unitária não está mais limitada pelos dogmas, as crenças, as afeições, os sentidos, as percepções ou concepções, ela é, portanto, livre para fazer um aprendizado novo e revolucionário.

A Consciência Unitária é também ligada a modificações do que eu chamaria o humor, mas isso está bem além do humor, traduzindo-se pelo aparecimento de um estado Interior, mesmo nesse corpo, onde o elemento chamado Alegria ou Samadhi vai aparecer.

A característica da consciência fragmentária sendo manifestar o prazer, por vezes a Alegria, em ressonância com uma Atração / Repulsão, enquanto que na Consciência dita Unitária e vivida como tal, a alegria é procedente dela mesma, ou seja, da Consciência, e não de uma ação / reação exterior.

É, portanto, um estado próprio da Consciência dita Unitária. A característica essencial da Consciência Unitária é não mais ser dependente de um confinamento ou de uma localização espacial e temporal limitada a um corpo.

As barreiras inerentes ao confinamento saltam umas após as outras, propiciando, assim, modificações capitais do funcionamento, tanto das percepções como das concepções, como das afeições ou ainda da resolução das crenças que, até o presente, eram os quadros de referência que se tornam caducos e obsoletos.

A Consciência Unitária é marcada, também, pelo aparecimento de Vibrações, bem além do que é chamada a circulação da energia habitual nas estruturas etéreas ou outras.

A Consciência Unitária é uma Vibração muito mais rápida, se é que se possa falar assim, feita de manifestações de tipo Fogo, aparecendo em lugares precisos do corpo num primeiro tempo, generalizando-se no conjunto do corpo e conduzindo, a um momento preciso, para outra reversão que permite exceder, mesmo, os limites desse corpo fisiológico, para dele se extrair e sair mesmo dos mundos da dualidade, quaisquer que sejam, visíveis e invisíveis.

A Consciência Unitária não é uma concepção, ela não é, tampouco, um conhecimento no sentido intelectual.

Ela é, antes de tudo, uma vivência que vai bem além da percepção comum, conferindo então ao ser que a experimenta e a vive um acesso multidimensional, permitindo-lhe não mais funcionar de acordo com os quadros de referência precisos do cérebro humano limitado, mas, efetivamente, aí também, numa multidimensionalidade ou num aspecto, se preferem, multitarefa, permitindo realizar, ao mesmo tempo, contatos multidimensionais exprimindo-se na realidade comum.

Isso, obviamente, estritamente nada tem a ver com o que pode acontecer na consciência comum, que contataria o aspecto invisível desta consciência ordinária, chamado, para vocês, o mundo astral.

A Consciência Unitária é Vibração, mas ela é também silêncio, silêncio de tudo o que fazia os constituintes da consciência comum: silêncio do mental, silêncio das crenças, silêncio das palavras, silêncio das afeições e silêncio, obviamente, dos desejos.

A passagem de uma consciência à outra, além, é claro, do primeiro despertar, permite tomar consciência e realizar o que a maior parte dos ensinamentos orientais vulgarizou sob a palavra de Maya ou Ilusão.

Tornar-se Ilimitado, tornar-se Consciência Unitária, dá acesso à Verdade da Ilusão do mundo, que não é vivida como conceito, mas como Verdade estabelecida, permitindo dissolver literalmente tudo o que é procedente da dualidade, das experiências anteriores, das crenças, dos afetos, das percepções e das concepções.

A Consciência Unitária, de fato, não pode mais se definir por um quadro nosológico [*] fechado ou fragmentado.

A manutenção da Ilusão é, contudo, possível, como o experimentaram vários seres despertos que mantiveram um corpo na Ilusão, a fim de testemunhar ou irradiar, no silêncio, a qualidade de Ser nova, chamada estado multidimensional.

O indicador do estado multidimensional está, portanto, além das Vibrações e das percepções inerentes a este estado, marcado por uma modificação profunda, durável e definitiva de tudo o que era comportamento anterior.

As relações existentes anteriormente entre si e os outros, entre si e um comportamento, mudam completamente. Não é um esforço nem da vontade, nem resultante de uma análise, mas, efetivamente, decorrente da própria modificação da Consciência ao nível Vibratório.

Até o presente, o acesso da consciência fragmentada à Consciência Unificada podia ser definido como excessivamente raro, porque necessitava um trabalho intenso em todos os elementos que, justamente, definem e definiam a consciência fragmentada, através dos desejos, dos afetos, das crenças, das percepções e das concepções.

A diferença essencial que existe hoje, com relação aos tempos mais antigos remontando a uma geração atrás, é que esta Consciência dita Unificada vem ao seu reencontro. Ilustrando isso de maneira mais acessível, eu diria que, antes, era necessário chegar do ego ao Coração, através de certa forma de depuração ou ascetismo.

Hoje, é questão de deixar descer, uma vez que a Luz chegou até vocês. A problemática maior é a seguinte: um número incalculável, muito forte em porcentagem, de seres humanos não tem qualquer ideia, pensamento ou vontade deste estado multidimensional, resultante do encapsulamento progressivo e de confinamento vivido a título individual, como a título coletivo, nas crenças coletivas que lhes foram impostas.

Assim, as próprias características da consciência encapsulada serão de resistir a toda intrusão e ela considerará a chegada da nova Consciência ou da Luz Vibral como uma intrusão, como um risco de dissolução, porque é exatamente disso que se trata.

E, no entanto, é exatamente o que está chegando ao conjunto da humanidade, que ela o queira o não. As resistências são tanto mais fortes como a consciência fragmentada que se fecho ela mesma nas crenças rígidas, nas afeições rígidas e nas feridas por vezes muito rígidas.

A passagem da consciência fragmentada à Consciência Unitária se traduz, nas primeiras fases, como um rompimento que será tanto mais perceptível e violento mais o tempo avançar. Há, portanto, realmente, uma ruptura de equilíbrio total que permite a passagem da consciência fragmentada à Consciência Unitária.

Alguns seres humanos realizaram esse trabalho durante anos.
Eles viveram então esse mecanismo de basculamento de maneira progressiva, que vai, contudo, cada vez mais rapidamente, mais os anos se escoaram.

Muito em breve as coisas serão profundamente diferentes, porque os seres que não tiveram a capacidade para viver a Consciência Unitária não poderão, literalmente, encaixar a aceleração e o crescimento da Vibração da Luz em suas estruturas.

Isso resultará, para eles, num processo de ocultação mesmo da consciência fragmentada, traduzindo-se por uma espécie de letargia, de sono, tornando-se cada vez mais perceptível nos tempos que vocês vão viver.

Aqueles de vocês que tiveram a oportunidade, de uma maneira ou de outra, de viver a experiência da Consciência Unificada, mesmo sem ali estarem estabelecidos inteiramente, poderão então ter a faculdade de aperfeiçoar sua instalação na Consciência Unitária se, é claro, o desejo de liberdade for maior do que o desejo de manutenção da personalidade ilusória, o que não será sempre o caso, observem.

Os Arcanjos e, em particular, o Arcanjo Anael, insistiu longamente nesta noção capital de abandono à Luz. O abandono é uma doação de si à Luz. É uma espécie de capitulação, é o momento em que o encapsulamento explode, literalmente, liberando a Consciência Unitária.

É nesse sentido que, frequentemente, o venerável Omraam Mikaël Aïvanhov falou-lhes da consciência da lagarta, da Consciência da borboleta e, por vezes, da sobreposição possível das duas no mesmo espaço-tempo.

Assim, o fato de que a lagarta se torna borboleta não necessita sempre que a lagarta morra para se tornar borboleta. Frequentemente, os dois estados podem coexistir, um ao lado do outro.

Alguns seres, devido mesmo à sua programação, eu preciso, não cármica, que nada tem a ver, mas de sua própria programação mental de medo e de confinamento, a adesão às crenças obsoletas, os impedirá, literalmente, de irem para essa borboleta, mesmo reconhecendo-a, porque não há unicamente um problema de reconexão ou de reconhecimento, mas, bem mais, uma capacidade Vibratória real, presente ou não, de se instalar na nova Consciência.

Tudo isso se desenrola atualmente, para todo ser humano, que ele tenha consciência ou não, que ele viva a quintessência Vibratória ou o estado de Samadhi ou não. Isso pode se traduzir, ao mais simples, por impulsos novos ao nível da alma, concernentes às mudanças a efetuar, com mais ou menos facilidade, mais ou menos resistência. Isso corresponde, também, para alguns humanos, a uma percepção Interior de mudança.

Isso é impulsionado, diretamente, pelos tempos galácticos atuais conduzidos sobre a Terra e o efeito, literalmente, de contágio, possibilitado pelo acesso à Consciência Unitária de um número relativamente importante de consciências humanas encapsuladas.

A abertura da Consciência, portanto, tem um efeito direto sobre a Vida, qualquer que seja sua forma de expressão nesse mundo. A Consciência Unitária vai conferir, progressivamente e à medida de sua instalação, uma leveza incomum. As pressões, ligadas ao exercício da atividade mental vão, pouco a pouco, desaparecer, por vezes mesmo muito violentamente.

Os apegos, os condicionamentos, as percepções vão, elas também, desaparecer, conduzindo a própria Consciência a experimentar algo que não se inscreve mais tão logicamente num ambiente empresarial formal.

A aceitação da Ilusão desta Dimensão apenas ocorrerá, quanto a ela, aceita e integrada, a partir do momento em que o Si é tocado, superado e transcendido, permitindo o acesso, nem que seja apenas transitório, à Existência, mantendo a permanência do Si na vibração do Coração, mas também a instalação da Consciência Unitária, vindo literalmente dissolver a consciência fragmentada.

Um homem novo, uma mulher nova nasce então, induzindo transformações essenciais nos pr&


RAM – 4 de dezembro de 2010

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